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1º de Maio: mobilização no RJ tem como pauta reivindicação por aumento do piso regional

Para liderança sindical, situação do estado vai na contramão do país em relação à valorização do salário mínimo

Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ) |
Sem reajuste, piso fluminense compromete poder de compra dos trabalhadores com renda mais baixa; remuneração mínima é de até R$1.283,73 - Reprodução

Por mais democracia, direitos, emprego e renda, centrais sindicais estão convocando atos em todo país na próxima segunda-feira, 1º de maio, Dia do Trabalhador e da Trabalhadora. No Rio de Janeiro, o Parque Madureira, na zona Norte, será o palco do Festival do Trabalhador, com atividades durante todo o dia.

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O evento, realizado pela Secretaria Municipal de Trabalho e Renda (SMTE), vai contar com feira de empregos, cursos de qualificação, shows e prestação de serviços da Prefeitura do Rio de Janeiro e parceiros, a partir das 9h do próximo domingo (1º). O ato das centrais sindicais está marcado para às 16h.

A principal reivindicação deste 1º de maio é o reajuste do piso salarial regional para diversas categorias. A estimativa é que o acréscimo deveria ser de, pelo menos, R$ 200 para compensar as perdas inflacionárias. 

Composto por seis faixas salariais, o piso está com a correção está defasada há quatro anos e tem impacto para os trabalhadores com menores rendas. Entre eles, empregadas domésticas, catadores de material reciclável, cozinheiros, garçons e operadores de caixa de supermercado.

Para Paulo Sérgio Farias, presidente da Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil (CTB) no estado, a situação no Rio vai na contramão da direção que o país está apontando a partir da eleição do presidente Lula (PT). 

"O governo federal aponta para a valorização do salário mínimo e o governo do estado não manda para a Alerj desde 2018 a proposta de reajuste do piso regional. Podemos dizer que é um governo inimigo da classe trabalhadora", afirma Paulo.

Mais democracia e direitos

O sindicalista explica que o tema da democracia este ano tem a ver com a retomada do país à normalidade democrática. De acordo com o presidente da CTB-RJ, só assim é possível que a classe trabalhadora, através das centrais sindicais, volte a colocar em pauta seus direitos. 

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"A gente aposta na retomada do desenvolvimento, com geração de postos de trabalho, política de valorização do salário mínimo. E também revogação de vários artigos da reforma trabalhista que não gerou emprego, precarizou as relações de trabalho e prejudicou os sindicatos. A reforma da Previdência de Bolsonaro condenou o povo a morrer trabalhando, a gente tem colocado a necessidade de rever determinados aspectos. Queremos uma reforma justa, democrática que atenda as expectativas de desenvolvimento do país", defende Paulo Sérgio.

Além das pautas tradicionais, outros temas que fazem parte da rotina dos cariocas e fluminenses também foram incorporadas às lutas deste ano. Entre eles, a precariedade do transporte público, especialmente dos trens da Supervia, e a defesa da reestatização da Cedae.

Participam do ato de 1º de maio no Parque Madureira a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), União Geral dos Trabalhadores (UGT) e a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB).

A programação cultural do evento será divulgada até o final da semana nas redes sociais da Secretaria Municipal de Trabalho e Renda. Segundo a pasta, o Festival do Trabalhador busca homenagear, promover atividades de lazer e oportunidades de trabalho.

Edição: Mariana Pitasse