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Dona Ivone Lara faria 100 anos nesta quarta; comemoração tem programação gratuita na Lapa

Cantora e compositora inspirou gerações de artistas femininas e também o Dia Nacional da Mulher Sambista

Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ) |
Ivone Lara foi a pimeira mulher a fazer parte da ala de compositores de uma escola, a Império Serrano, e assinar um samba-enredo
Ivone Lara foi a pimeira mulher a fazer parte da ala de compositores de uma escola, a Império Serrano, e assinar um samba-enredo - Wikimedia Commons

Autora de sambas marcantes como “Sonho meu”, “Acreditar” e “Alguém me avisou”, entre outros, Dona Ivone Lara completaria 100 anos de vida na última quarta-feira (13). Para homenagear a Grande Dama do Samba, o Movimento das Mulheres Sambistas promove no sábado (16) oito horas de muita música na Fundição Progresso, na Lapa. 

Primeira mulher a fazer parte da ala de compositores de uma escola, a Império Serrano, e assinar um samba-enredo – “Os cinco bailes da história do Rio”, em parceria com Silas de Oliveira e Bacalhau, samba com que o Império Serrano desfilou no Carnaval de 1965, a cantora e compositora ficou conhecida como Rainha do Samba e Grande Dama do Samba. 

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O grande encontro deste sábado começa às 18h e vai até as 2h da manhã, com entrada gratuita. A programação terá a presença dos grupos Samba Que Elas Querem, Moça Prosa, Muxima Muato, Pra Elas, Sambe Como Uma Mulher, e de várias sambistas como Marina Iris, Ana Costa, Nilze Carvalho e Marcelle Motta. 

Além dos shows com participação de quase 100 mulheres, o evento contará com feira de moda, gastronomia e artesanato. O Movimento das Mulheres Sambistas vai produzir um álbum com 10 canções de Dona Ivone Lara, gravadas por mulheres sambistas que não estarão na programação. 

A data do Dia Nacional da Mulher Sambista foi escolhida em homenagem ao dia de nascimento de Ivone Lara. Precursora do samba, ela também se formou em Enfermagem na década de 1940 e teve importante papel na equipe da psiquiatra Nise da Silveira. 

Dona Ivone Lara aproximou a música, a qual passou a se dedicar exclusivamente no final dos anos 1970, às quatro décadas de trabalho no Serviço de Doenças Mentais. Em uma época em que mal se falava em musicoterapia, ela fez o pedido a Nise para que se levasse a arte dos sons e melodias para dentro do hospital de Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro. 

Edição: Eduardo Miranda