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RJ: Núcleo Piratininga de Comunicação disponibiliza acervo online com filmes de lutas populares

São 236 filmes produzidos por movimentos sindicais e populares de todo Brasil

Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ) |

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NPC é integrado por comunicadores, jornalistas, professores , artistas, ilustradores e fotógrafos
NPC é integrado por comunicadores, jornalistas, professores , artistas, ilustradores e fotógrafos - Divulgação

O Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC), com sede no Rio de Janeiro, disponibilizou na internet parte do seu acervo de produções audiovisuais que retratam lutas históricas no Brasil. São 236 filmes produzidos por movimentos sindicais e populares divididos por eixos temáticos que falam sobre questões agrárias, étnicas, do mundo do trabalho, de gênero e das favelas.

O projeto digital conta com o apoio da Fundação Rosa Luxemburgo e está disponível gratuitamente no portal do NPC na internet ou no canal do Youtube. 

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No acervo físico, o NPC possui cerca de 500 filmes que vêm sendo acumulados desde 2006 por Claudia Santiago e Vito Giannotti através das formações ministradas a sindicatos ou movimentos sociais pelo país. 

Leon Diniz, responsável por organizar o acervo digital, se surpreendeu com a diversidade das produções e ressalta que o projeto tem o objetivo de preservar a memória de luta da esquerda. Além da sinopse, cada título também inclui uma sugestão de uso pedagógico. Anteriormente, um catálogo impresso reunia 336 películas. 

“As pessoas pegavam o catálogo e às vezes iam ao Núcleo tomar emprestado o vídeo, ou a gente indicava onde estava. Havia também uma preocupação de indicar formas de usar estes vídeos, por exemplo, um filme produzido pelo Movimento Sem Terra pode ser utilizado em aulas de Geografia, História e Biologia”, comenta León.

O NPC é constituído por um grupo de comunicadores, jornalistas, professores universitários, artistas gráficos, ilustradores e fotógrafos que trabalham com o objetivo de melhorar a comunicação, tanto de movimentos comunitários ou populares, quanto de sindicatos e outros coletivos. 

As atividades do núcleo iniciaram há 29 anos, e o acúmulo destas culminou na sua formalização jurídica em 1997, tornando-se uma organização civil sem fins lucrativos, de atuação nacional.

Fonte: BdF Rio de Janeiro

Edição: Rebeca Cavalcante e Clívia Mesquita