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Vai ter festa de réveillon em Copacabana? Entenda o impasse entre prefeitura e governo

Eduardo Paes e Cláudio Castro ainda avaliam manter a queima de fogos na orla e em outros pontos da capital

Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ) |
praia de copacabana
Diferente de anos anteriores, palcos para atrações musicais não serão montados na Praia de Copacabana - Tânia Rêgo/ABr

Nos últimos dias, a população carioca e os turistas do Rio vêm acompanhando as notícias sobre a realização ou não da tradicional queima de fogos na virada do ano em Copacabana, na zona sul da capital. As idas e vindas e a falta de decisão têm como origem a divergência entre comitês científicos do Rio e do estado e a pressão de empresários sobre o prefeito Eduardo Paes (PSD). 

No último sábado (4), o prefeito Eduardo Paes (PSD) anunciou o cancelamento do réveillon em Copacabana, que costuma reunir mais de um milhão de pessoas, alegando "uma divergência com o comitê de saúde do estado". Agora, a prefeitura e o governo avaliam em conjunto a possibilidade de realizar a queima de fogos com música eletrônica na orla e outros pontos da capital.

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A definição sobre o réveillon carioca ainda pode mudar. Por enquanto, shows com artistas na praia de Copacabana não devem acontecer este ano. "Infelizmente não temos como organizar uma festa dessa dimensão, em que temos muitos gastos e logística envolvidos, sem o mínimo de tempo para preparação", afirmou Paes.

A expectativa é que o governador Cláudio Castro (PL) e o prefeito façam um anúncio a qualquer momento sobre as regras da comemoração. O secretário de saúde do Rio, Daniel Soranz, vai conduzir as negociações entre os especialistas do comitê científico do governo e do município.

“Não vamos ter palco com música, com aquela grandeza, isso é muito triste, não poderemos fazer um réveillon completo. Vamos avaliar com o governo do estado o que podemos fazer com segurança. O evento com shows e os palcos foi cancelado, estamos avaliando o que é possível para se fazer”, afirmou Soranz à CNN Brasil.

Edição: Eduardo Miranda e Clívia Mesquita