Rio de Janeiro

Aceleração

Pelo sexto mês seguido, cidade do Rio registra mais mortes do que nascimentos

A diferença já vinha caindo ao longo dos anos, mas acelerou rapidamente com a pandemia do novo coronavírus

Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ) |
Desde outubro do ano passado, o movimento de ultrapassagem do número de nascimentos pelo número de mortes começou a aparecer - Amazônia Real / Fotos Públicas

Em março deste ano, a cidade do Rio de Janeiro registrou um número maior de mortes do que de nascimentos, de acordo com dados do Portal de Transparência do Registro Civil, compilados pelo G1. Esse é o sexto mês seguido que essa realidade se repete. 

A diferença já vinha caindo ao longo do tempo, mas acelerou rapidamente com a pandemia do novo coronavírus.

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Desde outubro do ano passado, o movimento de ultrapassagem do número de nascimentos pelo número de mortes começou a aparecer na capital. Durante os últimos meses, a maior diferença foi registrada em dezembro, quando o número de mortes foi 29,86% maior - o mês somou 7.553 mortes e 5.298 nascimentos.

Neste início do mês de abril, as mortes já ultrapassam os nascimentos, foram 1.806 contra 1.469 até a última segunda-feira (12).

Ainda segundo levantamento do portal G1, o estado do Rio apresenta movimento diferente. Após alta em fevereiro, o estado voltou a registrar uma diminuição na diferença entre nascimentos e óbitos em março deste ano. O percentual havia chegado a 7% - foram 16.538 recém-nascidos e 15.455 mortes, diferença de apenas 1.083 atos.

O estado registrou mais óbitos do que nascimentos em três momentos distintos da pandemia. O primeiro foi em maio do ano passado, quando foram registrados 16% óbitos a mais do que nascimentos - 20.238 mortes e 17.495 nascimentos. O segundo em dezembro do ano passado, que repetiu os mesmos 16% - 17.700 mortes e 14.822 nascimentos. Por fim, em janeiro deste ano, houve uma variação de 1% a mais de óbitos - 15.673 óbitos contra 15.555 nascimentos.

Edição: Mariana Pitasse