Pernambuco

EDITORIAL

A luta pelos direitos humanos no retrocesso civilizatório do governo Bolsonaro

A Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 70 anos em 2020

Brasil de Fato | Recife (PE) |
As classes dominantes vêm ditando uma agenda neoliberal que acentua a exploração sofrida pela classe trabalhadora - Agência Brasil

O dia 10 de dezembro é celebrado o Dia Internacional dos Direitos Humanos, data em que a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu em 1950 a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Mais que celebrar este marco histórico mundial e legitimar diversas iniciativas de entidades e organizações destinadas a estimular a atuação do Estado pela defesa e promoção dos direitos humanos, o momento exige um olhar mais crítico para o que vem acontecendo no Brasil e no mundo. 


No último período, as classes dominantes vêm ditando uma agenda neoliberal que acentua a exploração sofrida pela classe trabalhadora, além da exploração devastadora dos recursos naturais, o que nos leva a um horizonte cada vez mais distante à concretização das diretrizes presentes na Declaração Universal. 

No Brasil governado por Bolsonaro, é nítido o aprofundamento da violação desses direitos, especialmente contra negros e negras, as mulheres, populações tradicionais e do campo e as pessoas LGBTQI+. O governo Bolsonaro e as forças que o sustentam representam o mais profundo retrocesso civilizatório existente na história deste país, um governo marcado por sucessivos desmontes de instituições, ao passo que a política econômica de austeridade elimina cada vez mais os direitos sociais historicamente conquistados, a exemplo disso, o Brasil voltou a integrar ao emblemático Mapa da Fome, do qual saímos apenas em 2014. 


Por isso, é cada vez mais urgente e necessário organizar e fortalecer a resistência na luta anti-sistêmica, anti-racista e anti-fascista, atraindo os mais amplos setores democráticos para a construção destas lutas junto a defesa irrestrita dos direitos humanos, tão fundamentais e que vem sendo atacados por este governo. 

Edição: Vanessa Gonzaga