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Papo Esportivo | A gente quer vê-las jogando de perto

É notável o interesse e a vontade da população de acompanhar o futebol feminino

Brasil de Fato | Belo Horizonte (MG) |
No Brasil, onde a Copa Feminina foi transmitida pela primeira vez em TV aberta, mais de 30 milhões de espectadores assistiram às partidas - Lucas Figueiredo/CBF

Após o sucesso da Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2019, realizada na França, ficou evidente que a competição tem tudo para crescer e se tornar uma das mais rentáveis e acompanhadas em todo o mundo. Para se ter uma ideia, mais de 1 milhão de ingressos foram vendidos nessa última edição e recordes de audiência foram alcançados em diversos países, incluindo o Brasil. Aqui, onde a Copa Feminina foi transmitida pela primeira vez em TV aberta, mais de 30 milhões de espectadores assistiram âs partidas. Ou seja, é notável o interesse e a vontade de acompanhar o futebol feminino.

Não é à toa que o próximo Mundial, que acontecerá em 2023, já tem quatro candidatos para sediarem o evento: Brasil, Colômbia, Japão e a candidatura conjunta de Austrália e Nova Zelândia. Em dezembro de 2019, os países oficializaram junto à Fifa a intenção de trazer a Copa Feminina para seus campos e, agora, em fevereiro, acontecerão as inspeções das federações candidatas.

No Brasil as visitas dos representantes da Fifa ocorrerão entre os dias 3 e 6 de fevereiro. As inspeções fazem parte do processo de avaliação para escolha do país-sede e têm o objetivo é de estudar os aspectos técnicos, além de discutir o desenvolvimento do futebol feminino nos países interessados. Um dos pontos a favor do Brasil é o fato de já ter a estrutura apropriada para receber o torneio, já que o país sediou a Copa do Mundo Masculina de 2014. O anúncio do país vencedor da disputa deve sair em junho deste ano.

Mas por que vale a pena torcer para o Brasil ser escolhido? O primeiro motivo é que esse evento tem o potencial de nos aproximar da modalidade e abraçar de vez o futebol feminino. Além disso, a Fifa já anunciou que pretende investir alto nesse Mundial, que será o primeiro a ser disputado por 32 equipes, assim como já acontece na versão masculina.

Um evento como esse pode abrir portas para que a mídia, as marcas e a sociedade como um todo vejam o futebol feminino como potência e invistam mais em nossas garotas. Certamente para as meninas que sonham ser jogadoras profissionais, o estímulo será ainda maior. E olha que salto: há 40 anos, o futebol feminino era proibido no país. Agora, temos a chance de receber aquele que será o maior evento da modalidade. Isso seria uma grande vitória e nossas mulheres merecem muito! A gente quer vê-las jogando de perto!

Edição: Wallace Oliveira